quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O novo café da Nespresso envelheceu como o vinho

 
Não é só o vinho que tem direito a envelhecer para ganhar mais sabor. A Nespresso acaba de lançar o Selection Vintage 2014, a primeira variedade de café da marca feita a partir de grãos envelhecidos. O resultado é um café bastante aromático, cheio de sabor e muito suave.
 
Esqueça as barricas de carvalho francês. Aqui o método não foi tão complexo, ainda assim muito inovador no que ao café diz respeito. O novo Selection Vintage 2014 foi criado com grãos da Colômbia colhidos há três anos. De lá até agora, eles ficaram a envelhecer num ambiente controlado com oxigénio, pressão, luz e humidade reguladas.
 
 
Os sacos com os grãos foram rodados ao longo dos meses para que o envelhecimento fosse idêntico em todo o café colhido. Os lotes passaram depois por dois processos de torrefação diferentes, um mais lento, outro mais intenso. O resultado é um café de “aroma complexo com suaves notas amadeiradas e frutadas e uma textura suave”. A descrição é da caixa das cápsulas, mas podia bem ter sido retirada de um qualquer rótulo de garrafa de vinho.
 
Esta é a primeira edição limitada criada pela Nespresso em 2017. É de intensidade sete na escala da marca e deve ser bebido em formato Espresso (40 ml).

III Simpósio Uva e Vinho abrem inscrições em fevereiro

Evento reunirá pesquisadores e interessados no tema em junho de 2017, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, durante a programação do Dia do Vinho, e apresentará novos benefícios à saúde.
 
Grandes nomes da pesquisa sobre os benefícios da uva e seus derivados estarão no III Simpósio Internacional Vinho e Saúde, que ocorre de 1º a 3 de junho, na Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS). Especialistas do Brasil e do Exterior debaterão os resultados de estudos sobre os produtos vinícolas que têm ocupado cada vez mais espaço na mesa dos consumidores. As inscrições para a submissão de trabalhos ocorre a partir do dia 20 de janeiro e as matrículas para a participação no encontro abrem no dia 20 de fevereiro. Ambas devem ser feitas pelo site www.simposiovinhoesaude.com.br.
 
Até o dia 20 de março, o valor para a participação varia de R$ 70 (estudantes) a R$ 200 (profissionais da saúde). Para profissionais do setor vitivinícola o investimento é de R$ 150.
 
A biomédica Caroline Dani, presidente da Comissão Científica do Simpósio, antecipa que as palestras vão abordar os benefícios da uva e seus derivados para a saúde, incluindo ganhos na prática de exercícios físicos, para a memória, para o coração, na prevenção do câncer e como aliado na perda de peso. “O grande número de pesquisas retrata que temos cada vez mais profissionais desenvolvendo trabalhos sobre os benefícios da uva e do vinho. Isso também é fruto de uma população que está cada vez mais interessada, em busca de novas informações", avalia. Ela constata que os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre a importância de conhecer melhor os produtos, sua composição, a existência de elementos nocivos à saúde e as alternativas existentes no mercado que tragam ganhos à saúde.
 
No Simpósio, que ocorre em paralelo à programação do Dia do Vinho, também serão discutidos os benefícios obtidos a partir do consumo de outros derivados da uva, como óleos, extratos e farinhas de sementes e cascas da fruta, por exemplo.
 
Para o pesquisador e chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, Alexandre Hoffmann, o evento será importante por ampliar a rede de parceria entre as instituições de pesquisa, para aumentar o interesse da sociedade pelo tema e pelo fortalecimento das bases científicas sobre os benefícios da uva e seus derivados. "Desde a primeira edição, a Embrapa Uva e Vinho apoia essa iniciativa por acreditar que todas as etapas de produção são fundamentais para maximizar os ganhos dos produtos vitivinícolas para a saúde. A escolha das cultivares, o manejo adequado e as formas de vinificação que extraiam ao máximo as propriedades da uva são preocupações constantes que repercutem nas demais áreas de pesquisa", explica.
 
Já o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Edegar Scortegagna, justifica o apoio da entidade ao evento por fomentar e ampliar os estudos sobre os efeitos benéficos da bebida para a saúde do ser humano. "Os enólogos, com as diferentes técnicas de vinificações, podem, inclusive, colaborar ainda mais para otimizar o poder benéfico dos vinhos", acredita.
 
Além de enólogos, o Simpósio tem como público-alvo profissionais da área da saúde e educação com afinidade ao tema, pessoas ligadas ligados à viticultura, lideranças do setor produtivo e formadores de opinião, produtores rurais, fornecedores da cadeia produtiva e imprensa.
 
O III Simpósio Internacional Uva e Vinho é uma realização do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) com apoio da ABE e da Embrapa Uva e Vinho.
 
Pesquisas inéditas serão premiadas
 
A programação do III Simpósio Internacional Vinho e Saúde contará ainda com um espaço para pesquisas inéditas, cuja apresentação poderá ser feita de forma oral ou por meio de pôster. As selecionadas serão publicadas em revista científica e as melhores nas modalidades pôster e oral serão premiadas.

Vale dos Vinhedos abre temporada para pisa da uva

 
Há mais de 10 safras, a Abertura da Vindima no Vale dos Vinhedos é uma experiência vivida por turistas que amam vinhos e querem participar da produção da bebida.
 
Até 24 de março, acontece a celebração que une colheita e pisa das uvas, bênção e filó italiano, no Hotel Villa Michelon. Somente durante o verão que o aroma da uva está presente em cada canto do Vale dos Vinhedos.
 
Carregados, os vinhedos exibem uma aquarela de cores que deixam os vales cobertos por um tapete verdejante. Assim, a paisagem do roteiro conquista os visitantes pelos sentidos, que têm a oportunidade de ver, ouvir, cheirar, tocar e saborear o resultado de um ano inteiro de trabalho.
 
Para valorizar a experiêncial, há pacotes especiais que incluem atrações variadas e únicas. Além da Abertura da Vindima do Vale dos Vinhedos, que ocorre no sábado dia 28 de janeiro. visitas ao Memorial do Vinho e Casa do Filó, colheita e pisa das uvas, pela Rainha e Princesas do Vale dos Vinhedos, no Parreiral Modelo.
 
A festa segue com o filó italiano, com culinária colonial. Coral típico da região e jogos tradicionais complementam a noite.

Três novos livros para aprender a provar vinho

Como se analisa o aroma do vinho? Quanto tempo se deve guardar uma garrafa em casa? Foi para responder a estas questões que três autoras - Joana Maçanita, Maria João de Almeida e Jancis Robinson - escreveram diferentes manuais, que explicam de forma simples e prática como tirar maior proveito do vinho. Pelo caminho, foram desmontando alguns mitos, mesmo os mais evidentes: por exemplo, em Especialista de Vinhos em 24 Horas, Jancis Robinson explica que o ritual de dar a provar o vinho no restaurante serve "não para ver se gostamos", mas para verificar se a garrafa está à temperatura correcta ou se tem algum defeito grave.
 
"Quando comecei a estudar vinhos, achava que nunca iria aprender aquelas coisas todas, mas depois percebi que não era assim tão complicado", contou ao GPS Maria João de Almeida, a autora de O Vinho na Ponta da Língua.
 
Ainda assim, ressalva que não há atalhos: "É mesmo preciso provar muitos vinhos de diferentes estilos." Para isso, aconselha no livro a aproveitar as feiras de vinhos das grandes superfícies ou as provas gratuitas e promoções que muitas garrafeiras realizam - e onde haverá, inclusive, alguém para ajudar a compreender as características dos vinhos.
 
Já Joana Maçanita, enóloga e produtora de vinhos, disse ao GPS que "nunca teve medo de ser a pessoa que não sabe". Em grande parte das ocasiões sentia mesmo que o resto das pessoas estava igualmente perdida, simplesmente "ninguém tinha coragem para perguntar". Em Branco ou Tinto, ela faz as perguntas e dá as respostas.
 
"Deu-me muito gozo explicar a questão das temperaturas", garante. Se a autora explica que se deve beber um branco entre os 6 e os 8 graus e um tinto jovem a 16, é precisamente para "tornar a experiência o mais agradável possível", até porque, como a própria alerta, "não devemos ter ideias preconcebidas só porque alguém que consideramos que percebe um bocadinho mais do que nós disse".
 
Foi precisamente o facto de todas as opiniões serem válidas que cativou Jancis Robinson - hoje uma das críticas de vinho mais respeitadas a nível mundial, com a cobiçada distinção de Master of Wine - na sua primeira prova de vinho. "Ouvi pessoas a falar do mesmo vinho de forma aparentemente contraditória e, no entanto, não estavam a discutir", recordou ao GPS. Impressionada com a situação, foi ali que definiu o seu destino.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

Método tradicional de produção dos vinhos é destaque em evento na Capital

 
O tradicional método de esmagar uvas com os pés para fazer vinhos será vivenciado gratuitamente no evento Vinho na Vila, de 26 a 28 deste mês, em Jurerê Internacional. Para dar um clima mais parecido com aquele do tempo dos primeiros imigrantes italianos, a pisa ocorrerá em tinas de madeira, com os pés descalços, olhos vendados e um fone de ouvido que reproduz sons da colheita. As uvas amassadas serão doadas para hortas orgânicas. Evento que inclui outras atrações tem entrada gratuita no estacionamento da ArqFlora (antigo Supermercado Imperatriz).
 
Segmentos divergem
 
Representantes do comércio e do setor hoteleiro não se entendem quando o assunto é feriado. O comércio alega perdas de R$ 10 bilhões por ano na economia em função do excesso de feriados. Já para os hoteleiros, quanto mais melhor. Assunto provocou discussão acalorada nas redes sociais da turma do BIP do turismo e do comércio catarinense. Para lembrar: em 2017 serão 11 feriados prolongados.

Vinhos tintos são os preferidos dos brasileiros

Aprofundar-se nas preferências do público possibilita às marcas entender melhor as expectativas do consumidor. Com este objetivo, a VCT Brasil, filial e distribuidora do Grupo Concha y Toro no Brasil, realizou, de 7 de novembro a 31 de dezembro de 2016, uma pesquisa que começou na Grande São Paulo e se estendeu para mais três estados brasileiros, durante as 15 etapas da ação itinerante “Casillero on the Road”.
 
Para a execução do estudo, 2175 pessoas entre 18 e 70 anos responderam a questões sobre frequência de consumo, vinho de preferência, ocasião em que tomam a bebida, local onde costumam beber e adquirem o produto. Constatou-se que 85% preferem os vinhos tintos. 59% adquirem vinhos em supermercados, seguido por adegas (37%), internet e outros (4%). 70% gostam de presentear amigos e familiares com a bebida. 55% escolhem o vinho pela uva e não somente pela marca/preço ou origem. E o lugar de consumo mais frequente para aproximadamente 49% dos entrevistados brasileiros é em casa, superando restaurantes e eventos sociais.
 
Segundo dados de mercado, o brasileiro bebe, ao ano, em média, 1,8 litros por pessoa. Comparado aos chilenos, que consomem 17 litros, aos argentinos que tomam 23 litros e a média europeia (França e Portugal) de 42 litros, há muito potencial de crescimento nacional.
 
“O levantamento da VCT chegou a conclusão que os consumidores brasileiros ainda preferem o vinho tinto. Além disso, o hábito de presentear amigos e familiares com a bebida é comum para 70% deles, o que demonstra que há muito potencial de crescimento no país”, esclarece Michele Ressutti Carvalho, gerente da marca Casillero del Diablo.