quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Chardonnay 2013

Tenho tido um ano mais corrido que o habitual e isso tem afetado um pouco o rítmo de postagens para o blog, sobretudo as que comento sobre minha impressões pessoais dos vinhos que degustei, mas aos poucos espero normalizar isso.
 
Para diminuir um pouco minha dívida comento hoje sobre um delicioso chardonnay da Campanha Gaúcha: o Paradoxo Chardonnay, produzido pela gigante Salton.
 
20% do mosto é levado à barricas de carvalho americano para fermentação e o restante permanece em tanques de aço inoxidável a uma temperatura controlada. Após concluída a fermentação, o vinho em barricas permanece por seis meses sobre as leveduras e por fim é realizado o corte entre os vinhos, seguindo de estabilização, clarificação, filtração e engarrafamento.
 
Na taça mostrou cor amarelo claro com reflexos palha, límpido e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas de frutas brancas e frutas cítricas, seguido de notas chocolate, baunilha, leveduras e delicado tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio, acidez viva e álcool a 13,5% deixando o vinho com potencial gastronômico. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca persistente e com a fruta e a levedura aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso! Vai bem sozinho, como aperitivo em um dia quente, ou pode ser uma companhia com um prato como o risoto de presunto curado preparado por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 13.02.2016 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

10 dicas para novatos do vinho

Para muitos de o vinho se divide entre branco e tinto. Se você está começando sua aventura vinífera, te apresentamos dez passos para começar e avançar sem cair no tédio, aproveitando o caminho.
 
 
O vinho é alegria, prazer e diversão, mas além disso, ciência. Os aspectos técnicos são muito importantes para os profissionais do vinho, como enólogos e sommeliers, mas você também pode se preparar e organizar sua educação com um perfeito equilíbrio entre estudo e entretenimento. A ciência, claro, também está presente, e pode ser divertida.
 
1. Anotar
 
Se você quiser aprender sobre o mundo do vinho, recomendo começar com um caderno para suas notas, observações e comentários sobre suas degustações e experiências. Você pode não só organizar seus novos conhecimentos como também pode desenhar, colocar fotos ou rótulos, e até mesmo manchar as páginas com gotas dos melhores vinhos que degustam. E ao visitar algum vinhedo, guarde as folhas das parreiras como uma lembrança da origem do vinho.
 
2. Buscar Informação
 
Não é necessário comprar todos os livros sobre vinhos que você encontrar por aí. Para começar e não ficar louco, estudem o passo-a-passo. E se tiver vontade, compre um livro bem geral (degustação, cepas, principais origens, etc.). Não hesite em usar a  internet para conseguir novas informações. Meu conselho é: comece com artigos dedicados a assuntos básicos do vinho, e como passo seguinte, siga blogs ou sites dedicados a notas de degustação. Assim você vai se familiarizando com o vocabulário do vinho e vai estruturando o conhecimento para entender melhor as notas de degustação.
 
3. Degustar
 
Não existe uma maneira melhor de aprender do que degustar vinhos, observar, analisar suas impressões e comparar. Por isso o mais básico é aprender as regras básicas de degustação. Para isso você deve seguir as etapas, desde a aparência do vinho, aromas até o gosto ou sabor. Anote no seu caderno os passos da degustação, que aspectos você deve prestar atenção e o vocabulário recomendado para descrever os vinhos. Depois, faça uma degustação com essas notas em mão até se sentir cômodos com a degustação.
 
4. Compartilhar
 
O vinho é, sem dúvidas, para ser compartilhado e apreciado. Quando degustamos com outras pessoas aprendemos muito mais rápido. É muito bom participar de um curso de vinho, trocar idéias e opiniões e incluir em sua educação amigos e familiares. Organize degustações em sua casa. Não é suficiente decorar o vocabulário e os passos de degustação. Acima de tudo é necessário treinar seu nariz e paladar.
 
5. Distinguir
 
A apreciação de um vinho é, sem dúvida, uma questão de gosto pessoal. Com o tempo você descobre quais são suas cepas e estilos de vinho preferidos. Mas é muito importante poder diferenciar quando um vinho é feito corretamente, Por isso a primeira coisa que você deve fazer é conhecer as cepas mais populares (os perfis aromáticos, estrutura e sabor), diferentes estilos e origens, e personalidades. Assim podemos entender um vinho e saber quais são os fatores que podem nos indicar se estamos diante de uma boa garrafa.
 
6. Comprar
 
Tenha sempre a mente aberta. Não siga cegamente as pontuações, rankings nem fatores de preço. Tente experimentar muitos vinhos sem preconceitos. Ao comprar vinhos para suas degustações, procure lojas especializadas, mas também não tenha medo das ofertas dos supermercados. É importante também conhecer quais são as condições óptimas para guardar as garrafas em casa. Lembre-se: uma garrafa deve estar deitada, em um lugar escuro e sem mudanças bruscas de temperatura.
 
7. Ver
 
Não tem nada melhor para um novato do que visitar um vinhedo assim que puder. Não importa seu nível de conhecimento. Esta visita vai te ensinar muito. Primeiro, é uma experiência inesquecível ver as parreiras, barris e garrafas. Segundo, é muito educativo para poder participar de uma degustação guiada por um sommelier ou enólogo. E terceiro, nesse tipo de tours enológicos é possível degustar vários vinhos, perguntar sobre eles, escutar opiniões de outros visitantes e, acima de tudo, aproveitar cada vinho.
 
8. Experimentar
 
 
Memorizar todos os livros de vinhos disponíveis que não garante um boa educação. Por isso recomendo usar todos os seus sentidos para ter conhecimento prático:
  • Ao estudar sobre taninos, experimente nozes ou chá preto para entender sua textura
  • Se você quer entender como os vinhos reagem com a comida (doce, salgado, picante, amargo e umami) prepare produtos que contenham estes sabores e experimente com vinhos.
  • Para poder se aprofundar nos aromas dos vinhos, sinta o cheiro de todos os produtos em casa, desde flores e temperos até madeiras, café, esmalte de unhas, etc.
  • Use sua memória visual preparando tábuas, desenhos e mapas de aromas. Isso é fundamental ao estudar sobre cepas, regiões do mundo e estilos de vinhos. Cada vinho se distingue por sua marca, origem, variedade, enólogo e harmonização.
9. Comparar
 
Para aprender sobre temperaturas de serviço e taças recomendadas para cada cepa e/ou estilo é muito importante ler o que a teoria diz. Mas é ainda mais fácil aprender de primeira mão. Por exemplo, recomenda-se beber um branco como o Sauvignon Blanc frio, aproximadamente a 8ºC. Sirva uma taça à temperatura ambiente e depois resfrie a garrafa. E comparem! Garanto que com essa experiência você não se esquecerá qual é a temperatura correta para desfrutar melhor esta cepa.
 
10. Provar
 
Não se esqueça de ser metódico e estar sempre concentrado. Encontrar seu próprio enfoque no tema e ser consistente. Ao ter uma taça de vinho na mão, inclusive em situações sociais, é bom criar o hábito de parar um minuto e concentrar toda sua atenção na aparência, aromas, sabores e harmonia do vinho.
 
É provável que você tenha escutado muitas vezes de amigos e especialistas que “o vinho que você gosta é um bom vinho”. Ou “que a garrafa que você termina primeiro é a melhor da noite”. Isso não é certo. Não se esqueça que o vinho é muito estudo e dedicação, mas além disso, é uma atividade lúdica e prazeirosa. “Gosto ou não gosto”, essa é a questão.
 
Por: Ania Smolec

domingo, 21 de agosto de 2016

Cooperativa Vinícola Garibaldi promove concurso gastronômico

A Cooperativa Vinícola Garibaldi abriu inscrições para um concurso gastronômico que acontecerá em setembro. O Gold Chef Brasil tem como objetivo encontrar entre a receita de prato principal mais deliciosa e criativa do país. A participação é gratuita e aberta a cozinheiros amadores de todo o país.
 
Realizado em parceria com a Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS-ICIF), o concurso terá duas etapas. A primeira inclui o envio do prato escolhido e a segunda, para os 10 finalistas selecionados, consiste em cozinhar junto a chefs especializados para um grupo de críticos em gastronomia, nas dependências da Vinícola, na Serra Gaúcha.
 
Informações
 
As inscrições estão abertas deste o dia 20 de agosto de 2016 e vão até o dia 20 de setembro próximo.
 
Para participar, basta enviar um e-mail para goldenchefbrasil@vinicolagaribaldi.coop.br com uma receita acompanhada de dados pessoais como nome completo, telefone, endereço, data de nascimento e CPF, além de uma foto do participante e do prato pronto.
 
A participação é gratuita e aberta a participantes de todo o Brasil, exceto a profissionais da gastronomia.

Vendas do setor vitivinícola recuam 4,35% no semestre

Apesar da  retração verificada no desempenho geral, a comercialização de vinhos finos está positiva desde o ano passado, crescendo quase 10% no período
 
A quebra na safra de uva deste ano, que aumentou o custo da matéria-prima, aliada à elevação dos insumos e ao aumento da tributação nos vinhos, impactaram negativamente o desempenho comercial dos principais produtos vinícolas no primeiro semestre de 2016. Em praticamente todas as categorias se verificou a subida de preços e, por consequência, o recuo nas vendas. A exceção foi o vinho fino, que vem mantendo os resultados positivos desde o ano passado mesmo com tabelas reajustadas.No total global do setor, a comercialização dos primeiros seis meses do ano foi 4,35% menor em relação ao mesmo período de 2015.
 
 
“O setor vitivinícola não está desconectado da  situação econômica nacional. Mas, comparando com outros segmentos, o recuo não foi tão drástico. Talvez, se tivéssemos conseguido reverter a elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), poderíamos estar alcançando o mesmo resultado do ano passado”, observa o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Dirceu Scottá. O dirigente se refere à elevação de alíquota do IPI de um valor máximo de R$ 0,73 por litro, para um percentual de 10% sobre o valor de venda da garrafa, que entrou em vigor em 1º de dezembro de 2015.
 
A despeito de haver recuo de 5,73% no vinho de mesa, de 9,65% no espumante e de 5,85% no suco de uva pronto para consumo, o vinho fino teve alta de 9,33%. Como a importação também se apresenta positiva, em 5,09%, observa-se que consumo da categoria no país, somado aos nacionais, nesse primeiro semestre, ampliou em 6%, representando 2,5 milhões de litros a mais ante o mesmo período do ano passado.
 
Em contrapartida, a retração na importação de espumantes chegou a 30%. Somando com o resultado dos rótulos nacionais, a categoria encolheu em 14,45%, representando 942.263 litros.
 
Para o setor, dois fatores contribuíram para o desempenho menor dos espumantes. O primeiro foi a antecipação de compras pelo mercado ainda no final de 2015, para evitar a aquisição de produtos com valores onerados pela alíquota maior de IPI. O segundo foi o frio mais intenso verificado esse ano, que impulsionou o consumo de vinhos tranquilos em detrimento dos espumantes. A venda de vinhos finos tintos, por exemplo, cresceu 13,5%. O setor, entretanto, avalia que poderá ocorrer retomada das vendas nos próximos meses.
 
“Como o grande volume de comercialização se verifica no segundo semestre, há condições de reverter esse desempenho”, acredita o vice-presidente do Ibravin, Oscar Ló.
 
A mesma previsão não deve se verificar para o vinho de mesa e para o suco, que devem chegar ao final do ano com baixa nas vendas. “O vinho de mesa tem um público-consumidor que é bastante sensível a preço e também houve uma redução na oferta disponível no mercado. O suco de uva 100% também deve ter recuo nas vendas em comparação com o que vinha apresentando nos últimos anos. Mas na próxima safra, havendo uma boa colheita, essa situação pode se estabilizar”, observa Ló.
 
Para a segunda metade do ano, Scottá explica que a reversão da medida que elevou o imposto sobre os vinhos será crucial para o setor. “Se conseguirmos negociar uma alíquota menor para o IPI, talvez consigamos recuperar uma percentagem do que caiu no vinho de mesa e ter um resultado ainda melhor no fino, pois ele tem impacto direto no preço. Mas ainda é cedo para qualquer prognóstico”, resume o presidente.
 
 
Fonte: IBRAVIN
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012

Não é de hoje que o terroir da Campanha Gaúcha tem se mostrado belo para as castas vitiviníferes e os vinhos provenientes destas. O Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um exemplo de como a região é capaz de produzir rótulos surpreendentes.
 
O vinho em questão foi o segundo degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro já comentamos e você pode conferir clicando aqui.

O paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um dos rótulos da família Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes, mas que também pode ser adquirido na loja virtual da vinícola.

Vamos ao vinho!
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi brilhante com presença de lágrimas finas, abundantes e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura (jambo e ameixa), seguidos de notas de especiarias, tabaco, couro e delicada nota de tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio com taninos macios, acidez viva  e em bom equilíbrio com o álcool. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho redondo, elegante e equilibrado. Uma bela compra na faixa de preço.

Harmonizamos com um delicioso quiche de carne preparado por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.07.2016


Informações:

A caixa com 6 garrafas do vinho custa R$ 211,00 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para saber como foi a degustação basta clicar aqui

terça-feira, 9 de agosto de 2016

11 destinos para os apreciadores do vinho

A produção de vinhos é uma arte milenar. E não é à toa que, com tantos bons exemplos da bebida ao redor do mundo, o enoturismo já seja um nicho mais do que consolidado da indústria de viagens.
 
Contudo, mesmo depois de tanto tempo, o vinho continua gerando novos apreciadores, e nunca é demais lembrar alguns belos lugares que podem ser visitados para quem quer ver de perto a produção das uvas e da bebida.
 
Conheça 11 desses destinos perfeitos para os amantes do vinho, e se prepare para saborear o melhor da bebida:

HUNTER VALLEY (AUSTRÁLIA)


Hunter Valley é a área de vinícolas mais próxima de Sidney, ainda que fique a uma boa distância, demandando uma viagem de cerca de duas horas de carro, formando um destino a parte na Austrália.

Vinícolas como McGuigan, Stonehurst e McWilliams são algumas das maiores da região, especializadas na uva shiraz, que se adapta facilmente ao clima quente e seco da região. Se prepare, pois, no verão, as temperaturas ali superam os 40 graus.
 
NAPA VALLEY (ESTADOS UNIDOS)
 
 
Quem disse que não saem bons vinhos dos Estados Unidos? Nessa região da Califórnia, é fácil constatar que sim, há uma boa variedade da bebida produzida pelos ianques. São mais de 400 vinícolas em Napa Valley, incluindo nomes como Inglenook, Mondavi e Domaine Chandon.

Ali, não só os vinhos se destacam, mas também a produção de espumantes. A região também é indicada para quem é iniciante no aprendizado sobre as bebidas, já que não traz nenhuma pretensão e oferece passeios informativos e bem organizados.
 
ALENTEJO (PORTUGAL)
 
 
Mais de 200 vinícolas estão na região responsável pela produção de vinhos de maior crescimento em Portugal. Já houve três diferentes rotas dos vinhos no Alentejo, mas hoje elas estão unidas em um grande roteiro, que leva os viajantes por um longo percurso cheio de degustações.
 
A época mais indicada para a viagem é novembro, quando ocorre a Festa da Vinha e do Vinho, em Borba.
 
CIDADE DO CABO (ÁFRICA DO SUL)
 
 
Desde o século 17 a produção de vinhos iniciou nessa região sul-africana com forte influência de imigrantes franceses. Inicialmente, a bebida era usada para tratar a deficiência de vitamina C nos viajantes que passavam pelo país após longos percursos de barco. Hoje, as vinícolas da Cidade do Cabo possuem uma identidade própria com suas uvas pinotage, uma variedade que foi criada no próprio país no início do século passado.
 
ALSÁCIA (FRANÇA)
 
 
Palco de disputas políticas ao longo da história, a região francesa da Alsácia, próxima á fronteira com a Alemanha, também desenvolveu uma forte cultura em torno do vinho. Há uma consolidada rota turística para conhecer mais da bebida, principalmente com uvas riesling.

Aproveite a beleza da região para conhecer os milenares castelos que a habitam. A rota pode ser combinada com viagens a Alemanha, Suíça e Itália.

SANTORINI (GRÉCIA)
 
 
Naturalmente as ilhas gregas já são o sonho de consumo turístico de muita gente. Isso porque a maioria delas nem sabe que Santorini, uma das mais belas áreas do arquipélago grego, também guarda um vinho de primeira qualidade. São nove variedades de uva utilizadas na região, com destaque para a assyrtiko.

Há um museu do vinho na ilha para conhecer mais sobre a cultura de vinícolas da região. Conheça e veja como as videiras da região assumem uma forma nova, para proteger dentro de si as uvas, que assim não são afetadas pelos fortes ventos em Santorini.

MAIPO (CHILE)

Brasileiros sabem bem que os vinhos chilenos são valiosos. E foi em Maipo, a cerca de 50 quilômetros de Santiago, que essa história começou, gerando alguns dos mais saborosos cabernet, carmenere e pinot noir. Ali está a gigante internacional do setor Concha y Toro (na foto).
 
OKANAGAN (CANADÁ)
 
 
O clima frio que predomina no Canadá não impediu que o país também desenvolvesse uma boa região para produzir vinhos. Em Okanagan, Colúmbia Britânica, esse mercado teve rápida ascensão nas últimas décadas, quando as vinícolas passaram de poucas dezenas para mais de 250.

Ainda que pareça difícil imaginar,. Uma boa variedade de uvas vingou na região. Ali se encontram bons merlot, pinot noir e cabernet entre os tintos, além de chardonnay e riesling brancos.
 
TOSCANA (ITÁLIA)
 
 
Essa não podia faltar, certo? É histórica a tradição em vinhos da toscana, assim como as belas paisagens que disponibiliza. E, nas últimas décadas, cresceu o costume de produção orgânica das uvas chianti, o que tornou as bebidas ainda mais saborosas.
 
O que poderia ficar apenas como uma lembrança do passado reverteu-se em força no presente da Toscana. A histórica região teve suas vendas de vinhos aumentadas em 25% nos últimos cinco anos.
 
BENTO GONÇALVES (BRASIL)
 
 
Nós também temos nossa própria região especialista na bebida. Nessa região gaúcha, cuja produção foi iniciada por imigrantes italianos, os merlot são as especialidade, complementando o paladar com as carnes do Rio Grande do Sul.
 
O tradicional passeio de maria fumaça é uma das boas opções para conhecer a cultura da região. Dura cerca de uma hora e meia e passa, além de Bento Gonçalves, por Carlos Barbosa e Garibaldi.
 
MENDOZA (ARGENTINA)
 
 
A América do Sul tem mesmo uma boa concorrência em vinhos. Além de Chile e Brasil, a Argentina tem em Mendoza seu grande trunfo. Os vinhos tintos dominam a produção, com o malbec de Mendoza ganhando fama internacional. Aqui, vale considerar passear até mesmo de bicicleta, já que o terreno é plano na maior parte de sua extensão. É uma boa alternativa aos passeios em grupo, que costumam ter demanda altíssima e exigem grande antecedência na reserva.

Por Rafael Faustino
Fonte: Panrotas

Ibravin promove degustação de vinhos nacionais nas Olimpíadas

O Rio de Janeiro não está somente sob os olhos dos fãs de esporte. Cidade-sede dos Jogos Olímpicos que começam já nesta sexta-feira, a capital fluminense receberá, também, na próxima quinta-feira (11) o Cheers for Brasil. Promovida pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a ação tem como objetivo potencializar a formação da imagem dos vinhos brasileiros no mercado e na mídia nacionais e internacionais. Programado para acontecer entre as 14h e 19h na Casa Brasil, o evento contará com a participação de seis das principais vinícolas do país: Casa Valduga, Domno, Lidio Carraro, Goes, Salton e ViniBrasil.
 
Ao todo, a organização espera receber mais de 300 pessoas, entre jornalistas, distribuidores, consumidores, enófilos e demais pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o mundo do vinho. “A degustação e a experimentação dos nossos vinhos é o principal cartão de visitas dos produtos que elaboramos e que têm conquistado os consumidores mais exigentes do Brasil e do exterior. Um evento que propõe essa experiência e o contato com formadores de opinião deve ser valorizado”, disse Dirceu Scottá, presidente do Ibravin.
 
SERVIÇO
 
Cheers for BrasilQuando: 11 de agosto (quinta-feira), das 14h às 19h
Onde: Auditório da Casa Brasil, no Píer Mauá. Avenida Rodrigo Alves, nº 10 – Rio de Janeiro